Cortemaggiore
Experiências dos usuários em Cortemaggiore
Allan Robert P. J.

Cortemaggiore foi fundada em 1479 pel...

Cortemaggiore foi fundada em 1479 pelo marquês Gian Ludovico Pallavicino, sobre um território de assentamentos presentes desde a era romana. Originalmente chamava-se “Castrum Laurum”, mas a população local continuava a chamá-la “Curia Major” que, com o tempo, passou a chamar-se Cortemaggiore. A função era de que a cidade se torna-se a capital do pequeno estado – eu diria minúsculo – formado pelas terras e vilarejos que pertenciam à família Pallavicino, mais ou menos onde hoje estão os municípios de Busseto, Besenzone, Villanova sull'Arda, Monticelli d'Ongina, Castelvetro Piacentino, Polesine Parmense, Fidenza, Salsomaggiore Terme, Zibello, Roccabianca, Noceto, Medesano, Varano de' Melegari e naturalmente Cortemaggiore.

A cidade fora projetada com as ruas octogonais entre si e as fachadas das casas não poderiam ser mais altas que a medida da largura da rua, de modo que a cidade fosse sempre iluminada e arejada. A rua principal do centro foi dotada de amplos pórticos, de modo que os habitantes circulassem sem temor das intempéries.

Com a morte de Sforza Pallavicino, último marquês do estado que não teve filhos, o duque Ranuccio I Farnese ocupou o antigo castelo dos Pallavicino, prendeu Alessandro Pallavicino de Zibello, primo e herdeiro de todos os bens de Sforza, e o forçou a renunciar à posse da região. Cortemaggiore foi então anexada ao Ducado de Parma e Piacenza.

Mas Cortemaggiore jamais chegou a ser um grande centro, pois fica no interior da província de Piacenza. Nenhuma estrada importante passa pela cidade. Ela está distante, por exemplo, da Via Caorsana, que liga Piacenza a Cremona, assim como está distante da Via Emília, que liga Rímini a Piacenza. A cidade conta com uma população de pouco mais de quatro mil habitantes, dois mil a menos que nos anos noventa, e corre o risco de desaparecer ou ser transformada em um pequeno centro logístico e comercial. Algumas construções estão virando ruínas. Muitas tentativas para revigorar a cidade e atrair novos habitantes tem sido feitas, mas o máximo que se tem conseguido é atrair estrangeiros em busca de uma oportunidade. O café que tomei no bar principal da praça central da cidade me foi servido por uma chinesa. Um indiano é o proprietário do mercadinho, o barbeiro é um argentino e muitos outros estrangeiros se instalaram na cidade graças aos preços abaixo do resto da região. Um padre e dois vice párocos são africanos. Os moradores mais irónicos já se habituaram a repetir: “Visite Cortemaggiore, enquanto existe.”
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